segunda-feira, 29 de junho de 2026

#316 - Solitude ou Solidão?

Muito se fala agora na solitude ante a solidão, para tentar diminuir a dor de quem vive só. E há quem traga "receitas milagrosas" para alterar esse estado de espírito, sendo que o que "parece fácil" não é tão simples, haja vista que vivemos numa sociedade complexa e cada vez menos tolerante e disposta a "dar a mão" para o outro.
O mais impressionante é que a maioria dos "influencers" que dialogam sobre solidão x solitude, são justamente caras bonitos, acima da média, e que arracam suspiros dos dois lados (homens e mulheres). Quando temos "opções" a nosso favor, em que podemos escolher com quem vamos sair, fica muito fácil discursar sobre a "necessidade" de ficar só. No meu caso, não se tratam somente dos relacionamentos amoros e/ou sexuais. Aliás, tive uma fase bastante "fértil" no que diz respeito a sexo, há quase 30 anos. Mas hoje, as "antigas" amizades não estão mais presentes. As máscaras caíram e muita gente afastou-se pelo espectro político, outros porque não tinham afinidade o suficiente para manterem uma relação fora das paredes laborais e outros, simplesmente "enjoaram" ou não sei o que dizer. Sempre fui um rapaz muito tímido, mas mesmo assim, frequentei ambientes como:  escola, cursinhos, clube, academia e por incrível que pareça, todos sumiram. E os que tem "alguma afinidade" comigo, moram bem distantes ou tem mais do que um parafuso a menos.
Está difícil, mas creio que, buscando explicações e fazendo a coisa certa, quem sabe não volte a ser uma pessoa interessante para pessoas interessantes e encontre aquele que vai caminhar comigo até os fins de nossos dias...!?
¿Beijos!

sexta-feira, 19 de junho de 2026

#315 - Satisfação e Prazer - A Arte de Amar e Trair

Por mais que eu veja isso de forma corriqueira, ainda não consegui absorver a traição como algo "normal" ou "moderno". Como pode alguém viver com outra pessoa, estar plenamente satisfeito com sua presença e ainda assim buscar "aventuras sexuais" com outras pessoas?
Posso ter muitos defeitos, mas uma de minhas maiores virtudes e que digo com muito orgulho é a fidelidade. Sim! Por mais que sinta atração ou coisa do tipo, nunca me entreguei a outra pessoa ,nem por aventura, enquanto comprometido. Já solteiro, saio e não me importo, mas comprometido, jamais me atrevo, inclusive por questão de saúde minha e de meu parceiro.
Voltando ao assunto que trata de amor e traição, não vou declarar-me puritano, até porque já sai com pessoas comprometidas e só fiquei sabendo da situação na hora H, mas certa vez sai com um conhecido de longa data e que me despertava interesse. O mesmo arrumou uma amante, casou-se e nosso contato ficou mais "apimentado" durante um tempo, quando ele descobriu minha opção por rapazes à moças. E então chegou o dia D. Nunca gostei de sair com pessoas casadas, ainda mais sabendo que assim o fazendo, faço parte de uma cumplicidade a qual eu não aprovo (o da traição), mas pelo tempo que estava sem sair com alguém, resolvi aceitar o convite. E para minha surpresa, o tão esperado "homem" com quem estava saindo revelou um lado que deixou-me surpreso. O seu lado feminino desabrochou com uma flor e mais surpreso fiquei em saber que era comum nas suas "puladas" de muro, ainda que esporadicamente.
Não estou aqui para criticá-lo ou coisa do gênero, apesar de minha surpresa, mas para relatar que apesar de satisfatório, não tive prazer, pois não estava com quem amo. Pois é! Acho que sou o último romântico e sairia plenamente satisfeito se estivesse com a pessoa amada, abraçando-a e dizendo frases que não seriam mentiras de um momento qualquer. Pois é! Ainda que solteiro, meu coração parece não querer desvencilhar-se de uma pessoa muito especial, pessoa esta que me faz brilhar ainda mais em tudo que faço. A menor possibilidade de sua ausência e de não ter sequer sua amizade me destrói por dentro. Já questionaram-me sobre essa "fidelidade" e fui bastante claro: "sou fiel aos meus princípios e as orientações que tive, nada mais". Se não o fosse, seria contraditório e de que valeria meu sentimento?
¿Beijos!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

#314 - Ter ou não ter...

Há algum tempo ouço que as religiões servem para "moldar" as pessoas, fazendo com que elas se tornem "servas" de um sistema que não permite um pensamento autônomo. Ao ingressar no espiritismo (kardecismo), aprendi que conhecimento é algo infinito e que devemos estar em busca, sempre, acompanhadas da boa moral e benevolência, mas sempre questionando as informações que recebemos. Em contraponto à Igreja Católica, surgiram as igrejas evangélicas, que ao invés de auxiliarem na pacificação e benevolência das pessoas, fez o que o catolicismo pregava em eras anteriores, ou seja, um verdadeiro atraso cívico.
E apesar de toda a religiosidade que temos no país, especialmente nas áreas mais pobres, a ausência de respeito, noção de cidadania e de limites em relação ao próximo, passam longe.
E onde quero chegar...!? A ausência religiosa, no sentido mais vivo da palavra trouxe uma sociedade que não se importa com o próximo, e muito menos respeita o espaço de convívio, impondo suas vontades e hábitos. E assim, vemos que uma religião viva e com propósito de (além da manifestação de fé) fazer com que tenhamos uma sociedade mais harmônica e respeitosa faz toda a diferença para todos nós.
¿Abraços!