quinta-feira, 13 de agosto de 2026

#317 - Não existe maturidade quando se trata de amor.

"Tudo era apenas
Uma brincadeira
E foi crescendo
Crescendo, me absorvendo
E de repente eu me vi assim
Completamente seu..."

Não tenho como começar esse post sem lembrar da música "Sonhos" cantada por Peninha. E foi assim que começou, quando num dia como outro qualquer, no fim do expediente, seu sorriso me cativou e após um breve bate papo, combinamos o primeiro encontro para uma conversa mais formal e profissional. E entre uma frase e outra, algo me dizia que aquele era o começo de uma relação muito além de ser somente profissional. Fiquei intrigado com o que ouvi, pus-me a repensar em tudo que foi dito e a dúvida surgiu: era mesmo pra mim o "um dia nós vamos fazer isso"?
E depois vieram as visitas a minha casa... e mais uma vez, uma séria de frases que me fizeram ficar mais convicto de que ele realmente gostava de mim e eu me apaixonava cada vez mais.
Não resisti, me declarei, o assustei, ele voltou, mas o meu amor não acabou. E faço das palavras da cantora Kátia as minhas:

"Não está sendo fácil, 
não está sendo fácil.
Não está sendo fácil viver assim.
Você está grudado em mim."

E entre uma conversa e outra. novamente as indiretas, as promessas de um futuro aonde a prosperidade não se resume só pelo lado financeiro, mas também no sentimental. E não me resta outra alternativa senão esperar... Há quem diga:saia e busque o máximo de prazer com outros. Mas não existe maturidade quando há amor. E se há amor, há o respeito. Respeito ao meu corpo, ao meu sentimento e a ele. Surto, devaneio, ilusão, fantasia... não sei.
Só sei que estou muito apaixonado, choro sua ausência como a criança chora a ausência dos pais, meu coração dispara quando leio alguma mensagem sua, meu corpo treme quando ouço sua voz e fico sem palavras quando estou ao seu lado. Pergunto-me todos os dias, até quando terei que esperar.
Não! Não somos algozes ou vítimas um do outro, mas sim do destino. Ah, o destino.
Tão belo e tão perverso.
E não vejo música melhor para finalizar esse texto do que "Love of my life/ Queem".

Love of my life, you've hurt me
You've broken my heart and now you leave me
Love of my life, can't you see?
Bring it back, bring it back, don't take it away from me
Because you don't know what it means to me

Love of my life don't leave me
You've taken my love* and now desert me
Love of my life, can't you see?
Bring it back, bring it back, don't take it away from me
Because you don't know what it means to me

You'll remember when this is blown over
And everything's all by the way
When I grow older, I will be there at your side to remind you
How I still love you, I still love you

Hurry back, hurry back, don't take it away from me, because
You don't know what it means to me

Love of my life
Love of my life
Uhh... Yeah

¿Beijos!

segunda-feira, 29 de junho de 2026

#316 - Solitude ou Solidão?

Muito se fala agora na solitude ante a solidão, para tentar diminuir a dor de quem vive só. E há quem traga "receitas milagrosas" para alterar esse estado de espírito, sendo que o que "parece fácil" não é tão simples, haja vista que vivemos numa sociedade complexa e cada vez menos tolerante e disposta a "dar a mão" para o outro.
O mais impressionante é que a maioria dos "influencers" que dialogam sobre solidão x solitude, são justamente caras bonitos, acima da média, e que arracam suspiros dos dois lados (homens e mulheres). Quando temos "opções" a nosso favor, em que podemos escolher com quem vamos sair, fica muito fácil discursar sobre a "necessidade" de ficar só. No meu caso, não se tratam somente dos relacionamentos amoros e/ou sexuais. Aliás, tive uma fase bastante "fértil" no que diz respeito a sexo, há quase 30 anos. Mas hoje, as "antigas" amizades não estão mais presentes. As máscaras caíram e muita gente afastou-se pelo espectro político, outros porque não tinham afinidade o suficiente para manterem uma relação fora das paredes laborais e outros, simplesmente "enjoaram" ou não sei o que dizer. Sempre fui um rapaz muito tímido, mas mesmo assim, frequentei ambientes como:  escola, cursinhos, clube, academia e por incrível que pareça, todos sumiram. E os que tem "alguma afinidade" comigo, moram bem distantes ou tem mais do que um parafuso a menos.
Está difícil, mas creio que, buscando explicações e fazendo a coisa certa, quem sabe não volte a ser uma pessoa interessante para pessoas interessantes e encontre aquele que vai caminhar comigo até os fins de nossos dias...!?
¿Beijos!

sexta-feira, 19 de junho de 2026

#315 - Satisfação e Prazer - A Arte de Amar e Trair

Por mais que eu veja isso de forma corriqueira, ainda não consegui absorver a traição como algo "normal" ou "moderno". Como pode alguém viver com outra pessoa, estar plenamente satisfeito com sua presença e ainda assim buscar "aventuras sexuais" com outras pessoas?
Posso ter muitos defeitos, mas uma de minhas maiores virtudes e que digo com muito orgulho é a fidelidade. Sim! Por mais que sinta atração ou coisa do tipo, nunca me entreguei a outra pessoa ,nem por aventura, enquanto comprometido. Já solteiro, saio e não me importo, mas comprometido, jamais me atrevo, inclusive por questão de saúde minha e de meu parceiro.
Voltando ao assunto que trata de amor e traição, não vou declarar-me puritano, até porque já sai com pessoas comprometidas e só fiquei sabendo da situação na hora H, mas certa vez sai com um conhecido de longa data e que me despertava interesse. O mesmo arrumou uma amante, casou-se e nosso contato ficou mais "apimentado" durante um tempo, quando ele descobriu minha opção por rapazes à moças. E então chegou o dia D. Nunca gostei de sair com pessoas casadas, ainda mais sabendo que assim o fazendo, faço parte de uma cumplicidade a qual eu não aprovo (o da traição), mas pelo tempo que estava sem sair com alguém, resolvi aceitar o convite. E para minha surpresa, o tão esperado "homem" com quem estava saindo revelou um lado que deixou-me surpreso. O seu lado feminino desabrochou com uma flor e mais surpreso fiquei em saber que era comum nas suas "puladas" de muro, ainda que esporadicamente.
Não estou aqui para criticá-lo ou coisa do gênero, apesar de minha surpresa, mas para relatar que apesar de satisfatório, não tive prazer, pois não estava com quem amo. Pois é! Acho que sou o último romântico e sairia plenamente satisfeito se estivesse com a pessoa amada, abraçando-a e dizendo frases que não seriam mentiras de um momento qualquer. Pois é! Ainda que solteiro, meu coração parece não querer desvencilhar-se de uma pessoa muito especial, pessoa esta que me faz brilhar ainda mais em tudo que faço. A menor possibilidade de sua ausência e de não ter sequer sua amizade me destrói por dentro. Já questionaram-me sobre essa "fidelidade" e fui bastante claro: "sou fiel aos meus princípios e as orientações que tive, nada mais". Se não o fosse, seria contraditório e de que valeria meu sentimento?
¿Beijos!