sexta-feira, 19 de junho de 2026

#315 - Satisfação e Prazer - A Arte de Amar e Trair

Por mais que eu veja isso de forma corriqueira, ainda não consegui absorver a traição como algo "normal" ou "moderno". Como pode alguém viver com outra pessoa, estar plenamente satisfeito com sua presença e ainda assim buscar "aventuras sexuais" com outras pessoas?
Posso ter muitos defeitos, mas uma de minhas maiores virtudes e que digo com muito orgulho é a fidelidade. Sim! Por mais que sinta atração ou coisa do tipo, nunca me entreguei a outra pessoa ,nem por aventura, enquanto comprometido. Já solteiro, saio e não me importo, mas comprometido, jamais me atrevo, inclusive por questão de saúde minha e de meu parceiro.
Voltando ao assunto que trata de amor e traição, não vou declarar-me puritano, até porque já sai com pessoas comprometidas e só fiquei sabendo da situação na hora H, mas certa vez sai com um conhecido de longa data e que me despertava interesse. O mesmo arrumou uma amante, casou-se e nosso contato ficou mais "apimentado" durante um tempo, quando ele descobriu minha opção por rapazes à moças. E então chegou o dia D. Nunca gostei de sair com pessoas casadas, ainda mais sabendo que assim o fazendo, faço parte de uma cumplicidade a qual eu não aprovo (o da traição), mas pelo tempo que estava sem sair com alguém, resolvi aceitar o convite. E para minha surpresa, o tão esperado "homem" com quem estava saindo revelou um lado que deixou-me surpreso. O seu lado feminino desabrochou com uma flor e mais surpreso fiquei em saber que era comum nas suas "puladas" de muro, ainda que esporadicamente.
Não estou aqui para criticá-lo ou coisa do gênero, apesar de minha surpresa, mas para relatar que apesar de satisfatório, não tive prazer, pois não estava com quem amo. Pois é! Acho que sou o último romântico e sairia plenamente satisfeito se estivesse com a pessoa amada, abraçando-a e dizendo frases que não seriam mentiras de um momento qualquer. Pois é! Ainda que solteiro, meu coração parece não querer desvencilhar-se de uma pessoa muito especial, pessoa esta que me faz brilhar ainda mais em tudo que faço. A menor possibilidade de sua ausência e de não ter sequer sua amizade me destrói por dentro. Já questionaram-me sobre essa "fidelidade" e fui bastante claro: "sou fiel aos meus princípios e as orientações que tive, nada mais". Se não o fosse, seria contraditório e de que valeria meu sentimento?
¿Beijos!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

#314 - Ter ou não ter...

Há algum tempo ouço que as religiões servem para "moldar" as pessoas, fazendo com que elas se tornem "servas" de um sistema que não permite um pensamento autônomo. Ao ingressar no espiritismo (kardecismo), aprendi que conhecimento é algo infinito e que devemos estar em busca, sempre, acompanhadas da boa moral e benevolência, mas sempre questionando as informações que recebemos. Em contraponto à Igreja Católica, surgiram as igrejas evangélicas, que ao invés de auxiliarem na pacificação e benevolência das pessoas, fez o que o catolicismo pregava em eras anteriores, ou seja, um verdadeiro atraso cívico.
E apesar de toda a religiosidade que temos no país, especialmente nas áreas mais pobres, a ausência de respeito, noção de cidadania e de limites em relação ao próximo, passam longe.
E onde quero chegar...!? A ausência religiosa, no sentido mais vivo da palavra trouxe uma sociedade que não se importa com o próximo, e muito menos respeita o espaço de convívio, impondo suas vontades e hábitos. E assim, vemos que uma religião viva e com propósito de (além da manifestação de fé) fazer com que tenhamos uma sociedade mais harmônica e respeitosa faz toda a diferença para todos nós.
¿Abraços!

quarta-feira, 1 de abril de 2026

#313 - Uma vida sem cores

Mais de 6.500.000 de pessoas numa cidade e eu só, representando mísero 0,0000001485723166093896 da população.
O que está havendo que há tanta gente em volta e ao mesmo tempo, ninguém por perto?
Sou um cara que estuda, que frequenta bons eventos, que é "bem visto" perante a maioria das pessoas, mas que ainda sofre com a solidão, tanto na área pessoal quanto amorosa.
Estou vivendo numa sociedade com múltiplas doenças: seja pelo uso excessivo do celular; por transtornos psíquicos diversos; ou por buscarem o ser perfeito esteticamente, esquecendo que o caráter nem sempre é moldado junto aos aparelhos das academias.
Cultura, bom gosto, alegria pelo saber e conhecer, ética são atributos que estão em baixa. Graças aos aplicativos de relacionamentos, "sair" com alguém nunca foi tão fácil. Basta encontrar, transar, gozar e tchau. Mas "para que a aflição?", dizem alguns influencers que, além de bonitos, têm amigos e alguma vida social. Se for, de fato, a energia que a cartomante falou, já está mais do que na hora dela ser retirada de mim, pois sou muito a favor do que dizia Tom Jobim: "é impossível de se viver sozinho."
¿Beijos!