domingo, 5 de outubro de 2008

#120 - Isso existe!

A internet mais rápida e mais barata do planeta

Seul - A velocidade incrível, que permite que se baixe um DVD inteiro em cerca de 5 minutos, é apenas um dos fatores que fazem da Coréia o país mais conectado do planeta. "A internet aqui é tão importante quanto a eletricidade", conta o vendedor Choi Jin Siek, de 32 anos. "Muito apartamento novo já tem conexão de fibra óptica. Não dá para viver sem a web porque todo o nosso mundo está lá."
O governo sul-coreano apostou pesado na tecnologia para espantar a crise econômica que tomou conta da Ásia no final dos anos 1990. Investiu US$ 24 bilhões em infra-estrutura de rede e hoje consegue oferecer para qualquer pessoa conexões absurdamente velozes por menos de US$ 20 (R$ 34) por mês. Sem limite de downloads. Cerca de 90% da população está plugada na banda larga.
Hoje, conexões de 50Mb/s e 100 Mb/s são normais nas casas. No Brasil, a conexão mais rápida é de 8 Mb/s, mas poucos têm acesso a ela. Em Seul, em breve a velocidade chegará a 1Gb/s (gigabit por segundo), quase um quinto da impressionante velocidade da conexão oferecida na Campus Party Brasil há cerca de duas semanas.
Essa aposta na internet não poderia ser mais acertada. Toda uma nova cultura digital está se desenvolvendo graças a essa iniciativa, e é essa cultura que coloca a Coréia no topo do mundo digital. Muito antes de Orkut, FaceBook e MySpace, a Coréia já tinha seu site multimídia de rede social. O Cyworld, criado em 1999, reúne 43% da população do país. O site tem ainda mais peso do que o Orkut tem no Brasil.
A sacada do Cyworld em relação aos outros sites de rede social é a forma como outros produtos são oferecidos. Fazer uma página pessoal é grátis, mas adicionar novos recursos, como músicas personalizadas, vídeos de artistas ou gráficos mais bonitos custa dinheiro. São microtransações, de baixo valor. Uma música, por exemplo, custa US$ 0,50. Mas apenas essas músicas já movimentaram dentro do Cyworld mais de US$ 100 milhões.
Esse modelo de negócios da web é a base de muitos serviços online na Coréia, inclusive os games online. Tudo é gratuito para quem quiser a experiência básica, mas uma experiência mais elaborada é cobrada.
Nos games online, é normal comprar itens que aumentam o poder dos personagens ou modificam o visual, como uma roupa ou um adereço.
O Messenger, que no Brasil é o programa de mensagens instantâneas mais usado, quase não tem vez aqui. O NateOn Messenger domina. Integrado ao Cyworld, o pequeno programa também serve como uma espécie de leitor de RSS, que avisa quando os contatos atualizaram suas páginas pessoais.
O Google praticamente não tem importância para o internauta coreano. Quando precisa de uma informação, ele segue direto para o Naver, o maior site de busca da Coréia. O grande diferencial em relação aos outros mecanismos de busca é a forma como a informação é tratada. A grande sacada do Naver foi, em 2002, permitir que os usuários alimentassem a base de dados do buscador de forma colaborativa.
É como se o Google fosse fundido com a Wikipédia. O resultado foi a criação de uma comunidade em torno do buscador. Como o sistema é baseado nas pessoas, e não em algoritmos de busca, o resultado sempre é satisfatório.
O web designer Park Soo, de 21 anos, só usa o Naver em suas buscas. "Quando procuro por restaurantes na área onde moro, em vez de um script automático me mostrar o resultado, eu vejo essa informação e a recomendação pessoal de várias pessoas, que endossam ou não a informação que o sistema me oferece. O Google não tem nada parecido", conta.
Outra mostra da força do meio digital na Coréia é a forma como conteúdo multimídia é vendido.
Enquanto no Ocidente a venda digital de músicas não passa de 10% do total, na Coréia, mais de 57% das canções já são vendidas digitalmente.
Conteúdos criados pelos usuários movimentam a rede. Vídeos, wikisites, textos e músicas podem até render dinheiro. Quanto maior a visibilidade e relevância do conteúdo, mais dinheiro pode render.
O acesso à web também possibilitou que a população tivesse muito mais acesso à informação e papel mais ativo na vida política do país (leia mais na página 9). Ao mesmo tempo, o governo investiu pesado na digitalização dos serviços públicos.
Em vez de obrigar os cidadãos coreanos a perder horas de trabalho em filas e burocracia desnecessária, houve um maciço esforço para a digitalização dos serviços públicos.
Com mais informações online, o governo procura baixar custos e otimizar processos, além de barrar a corrupção.

* Games - Motor da Web - Os jogos online tiveram grande importância na popularização dos PC Baangs (como são conhecidas as lan houses na Coréia do Sul), logo que a banda larga foi disseminada no país.
O hábito de jogar online e navegar em alta velocidade estimulou bastante a adoção da banda larga nas residências, mas foi nos PC Baangs que os coreanos tiveram pela primeira vez a experiência da web hiperveloz.
Visitamos uma na região do mercado de Namdaemum. Enorme e escura, a lan house contava com mais de 50 computadores de última geração. Depois de observar um pouco o comportamento dos jovens jogando, entendemos que o game é apenas um pretexto para se reunir lá.
Na Coréia, a maioria das casas é pequena e o PC de casa é compartilhado por todos. Para reunir os amigos, a melhor opção para os jovens são as lan houses. Por menos de US$ 1 por hora, é possível jogar games de última geração, brincar e estabelecer relacionamentos reais. Os games mais populares são justamente os que formam comunidades, como os RPGs, jogos de tiro e corrida, voltados para ambos os sexos. Sempre tem uma garota real disposta a jogar.
O mercado de games na Coréia movimentou respeitáveis US$ 2 bilhões em 2007, e a expectativa de crescimento anual é da ordem de 19%.

domingo, 21 de setembro de 2008

#119 - Aonde vamos parar?

Há algum tempo atrás, li uma matéria publicada pelo IBGE em que falava sobre a Densidade Demográfica Brasileira e apresentando estatísticas incríveis. O comentário se dava em torno da redução da taxa de natalidade no Brasil, tanto nos grandes centros urbanos quanto no interior. É muito legal uma notícia dessas, por saber que as pessoas estão conscientes quanto ao custo de se ter um filho (ou mais de um) e suas conseqüências quanto a uma criação precária.
No entanto, na contra-mão da estatística, vejo com muita ressalva o aumento da população de baixa renda e também a de baixíssima renda (a população de rua por exemplo). São pessoas com pouca ou nenhuma instrução e menos ainda consciência do que é ter um filho, as conseqüencias da transa sem preservativos, das DST's etc.
Com isso, chego a conclusão (ruim, mas é o que está acontecendo) que está sendo formado um exército de pedintes, paupérrimos e gente de toda espécie, sem consciência de certo ou errado, educação e cultura. Maior preocupação ainda é a do choque que deve ocorrer quando essas duas estatísticas se concretizarem: de um lado, em número menor, as pessoas cultas, com instrução, emprego, uma condição financeira razoável e de outro lado, pedintes, paupérrimos, pessoas à beira da marginalidade e criminalidade (em proporção maior) . Assim sendo, quem tiver dinheiro vai ficar acoado e ter uma despesa extra com segurança e pagar mais impostos para o governo investir no "social" enquanto outros vão se achar eternamente desamparados. Pensemos bem antes de agir...
¿Beijos!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

#118 - Simbolismos.

No Natal do ano passado, fiz algo que há muito não fazia: passei junto com minha família, mesmo que em parte com irmã e pai e outra parte com minha mãe.
Percebi que, ao menos no Rio de Janeiro, a grande maioria das pessoas e famílias não enfeitaram (ao menos no que se diz respeito a iluminação externa) suas casas e varandas, em relação aos anos anteriores e não vi tantas lares animados, quanto há muito tempo atrás.
Trazendo para um exemplo mais concreto sobre simbolismos, neste meu Natal não teve árvore ou algum tipo de adereço em casa, não teve ceia (eis o motivo de ter passado na casa dos outros). Confesso que senti falta de todo esse simbolismo, pois aprendi que o Natal é a reunião da família (infelizmente desgastada dia após dia). Também senti falta da troca de presentes (não pelo fato comercial, mas pelo símbolo de carinho entre os participantes), além das canções natalinas e dos cartões e aerogramas de Natal (coisa que fiz com o maior prazer esse ano e pretendo continuar nos seguintes). Podem chamar-me do que for, mas de uma coisa é certa... O Natal desse ano vai ser comparado ao Natal de 10 anos atrás, com direito a uma Árvore de Natal bem iluminada com presentes , casa arrumada e limpa, ceia tradicional, músicas natalinas contagiantes e pessoas felizes em volta da mesa.
Provavelmente terei algum comentário (ou não) sobre a ausência da figura mais importante de todas: Jesus Cristo. No entanto, esse post foi somente para comentar dos símbolos do Natal, como poderia ser de qualquer outra época, como Dia dos(as)..., dos tantos que existem por aí, mas vale lembrar que a data em si já é um dia especial e não esqueceria jamais do nosso Grande Irmão. Aliás, devemos lembrar Dele todos os dias.
¿Abraços!