sexta-feira, 15 de julho de 2022

#282 - Amigo... Uma distorção da realidade

 

Uma mania brasileira, mas em especial do carioca que eu não consigo entender é a mania de tratar as pessoas como "amigas". É amigo pra cá, amigo pra lá etc. sem perceberem que usam de forma incorreta o termo. Aliás, impróprio é o termo mais apropriado  de se dizer. Isso porque não, as pessoas não são amigas, não conhecem a vida do outro, não têm interesse em tal a não ser para fazer fuxico e geralmente só procuram quando precisam de algo. Assim como as redes sociais iludem quando alguém tem "tantos seguidores", o número em si não corresponde à quantidade de pessoas que são amigas de fato.
Aliás, por falar em amizade, lembre da solidariedade... sim! As pessoas com mais "fama" geralmente tendem a receber mais solidariedade por pessoas que sequer ajudam o próprio vizinho, parente ou "amigo". Talvez as pessoas estejam vivendo num momento de tamanha solidão que, o fato de falarem a palavra "amigo" deve confortá-las de alguma maneira.
Tenho evitado muito o uso desse termo, porque os meus atos dizem mais do que a palavra em si e receio de querer cobrar das pessoas o que elas não podem me proporcionar.
Ao fazer um curso para guia de turismo, deparei-me com um sistema híbrido onde as aulas eram on line e/ou presenciais. Confesso que, ao assistir as aulas de forma presencial ou participar dos momentos de visita externa, achei que fosse fazer novas e boas amizades. Engano o meu em achar que a coisa é tão simples assim. Estou numa nova tentativa,  num curso de extensão e vamos ver no que vai dar, desta vez. Por enquanto, nada mudou...
¿Abraços!

terça-feira, 21 de junho de 2022

#281 - A Receita da Felicidade


"Você não precisa de muito para ser feliz", "a felicidade está nas pequenas coisas", "tem gente mais infeliz que você" e blá blá blá.
Não quero dizer aqui que os que pregam essa realidade não tenham passado por momentos difíceis ou ruins, mas cada ser é único e a concepção de felicidade também. Obviamente, a definição de felicidade deve estar dentro de um "padrão" aceitável e não deve ser confundido com uma "descarga" que ameniza um desequilíbrio emocional, como por exemplo: compras. Quem sai às compras para minimizar o sentimento de infelicidade, na verdade está trazendo para si um paliativo um tanto quanto perigoso, tendo em vista que o status quo que permite o consumo desenfreado pode, em algum momento, acabar.
E quando eu digo isso, o faço com experiência própria. Hoje, às vésperas de chegar aos 49 anos de idade, perto de completar meio século de vida, não me vejo como alguém feliz, mas privilegiado, sem sombras de dúvidas. Isso, por si, já é motivo para que fique feliz, os livros, os selos, os filmes, a possibilidade de ir e vir, uma casa completa etc. 
Mas esquecem os demais que, uma convivência tóxica, a ausência de amigos ou de alguém que nos complete, faz com que seja verdadeira a concepção de Maslow, quando o mesmo criou a pirâmide das necessidades humanas. E eu não sou diferente e muito menos "perfeito" ao ponto de ignorar meu lado "animal" com necessidades e instintos que precisam ser saciados. Enfim, se alguém disser que está infeliz, ao invés de transcrever uma "receita da felicidade", busque saber qual a necessidade que esse ser tem.
¿Beijos!

terça-feira, 17 de maio de 2022

#280 - Socorro!

Hoje, enquanto estava a caminho do Centro, para um trabalho, uma moça chorava muito, dentro do ônibus.

Supunha ser depressão, pois vivemos momentos difíceis.

Então, pus-me a orar, pedindo interferência do Divino, a fim de dar-lhe o suporte que eu não seria capaz de prover.

E Ele mandou um Anjo, que começou a conversar com a moça, acalmando-lhe o coração e ouvindo os relatos daquela já sem esperança.

Ouvi atentamente a conversa e, certamente, não teria a capacidade de conduzir aquele diálogo com tanta maestria.

E Jô desabafo da moça, a revelação que me dá tanta vergonha quanto tristeza acerca de nossos irmãos, ditos evangélicos: o proprietário do imóvel, um pastor da Assembleia de Deus, a vizinhança idem, além da Universal, mas ninguém capaz de estender-lhe as mãos, mas muito preocupados em tecer julgamentos a respeito de sua vida solitária.

Até quando continuaremos com essa apatia em relação ao próximo, ignorando que todos somos um?

A oração, ante a conversa edificante se deu pela minha incompetência em direcionar o diálogo (por isso a importância do psicólogo) e por estar indo atender um cliente e não poderia absorver (sim, eu absorvo tais energias) um stress antecipado.

¿Beijos!