sábado, 7 de novembro de 2009

#157 - Entre linhas...

Quer me tirar do sério é conversar comigo com metáforas ou com indiretas. Está certo que não sou nenhum lesado, mas esse tipo de diálogo dá margem à muitas interpretações e confesso que as pessoas não têm dado bons motivos para pensarmos em coisas boas.
É muito comum esse tipo de atitude, quando alguém não sabe ou não quer dar uma notícia considerada desagradável para a outra pessoa e em geral esse tipo de situação acontece nos relacionamentos, quando estão por acabar ou por algum motivo já acabou mas não foi oficializado. Oras! É preferível explanar o que está havendo a fazer charadas para que o outro decifre. Além do mais, cabe ao receptor da mensagem julgar a notícia de acordo com sua conveniência, se é boa ou ruim, ele é quem vai saber e não quem vai informar. Pois a partir do momento em que algo a ser dito é feito nas "entrelinhas", o receptor demora a receber a notícia real e passa a julgá-la com inúmeras possibilidades e com isso cai no "achismo", sem a certeza do fato em si.
Prefiro ser direto em minhas colocações a "enfeitar o pavão" ou fazer charadas para informar algo para alguém. quando tenho uma notícia ruim para dar, por pior que seja ela. Prefiro dormir com minha consciência tranqüila do dever cumprido a deixar a pessoa com dúvidas. Não há o que mudar o que já aconteceu.
¿Beijos!

sábado, 31 de outubro de 2009

#156 - Lei x Ética.

Há tempos comento sobre determinados absurdos que ocorrem no nosso dia-a-dia, principalmente no que diz respeito a criação de leis para conter o abuso/ falta de bom senso das pessoas. O comentário em questão diz respeito a criação de uma lei que proibe o uso de celular dentro da sala de aula. Oras! E desde quando sala de aula foi lugar para brincadeiras ou coisa parecida?
Isso ocorre pelo fato de termos uma estrutura familiar frágil, religiões que não cumprem seu papel diante da sociedade e acesso a uma tecnologia que prioriza o individualismo ao coletivismo, fazendo com que as pessoas esqueçam de princípios básicos de respeito ao próximo.
Ao invés de nossos políticos perderem tempo com a criação de leis para "adestrar" as pessoas e assim gerar respaldo jurídico para punição dos errantes, deveriam buscar soluções afim de melhorar a qualidade de ensino público, desde o Jardim de Infância até o Ensino Médio, para termos cidadãos decentes e éticos, prontos para ingressar no mundo em que vivemos.
¿Abraços!

sábado, 24 de outubro de 2009

#155 - Não tenho o que fazer.

É verdade que o nosso sistema de telefonia, mesmo não sendo um dos melhores do mundo, avançou drasticamente depois de privatizado. Com isso, mais pessoas passaram a ter acesso a essa tecnologia e ao mesmo tempo conforto, muitas vezes conhecido como o "mal necessário", principalmente quando se trata de celular.
De minutos para pulsos, e depois de protestos diversos de que tal cobrança não contabilizava de forma clara o consumo dos clientes. Uma vez alterada a cobrança para minutos e o detalhamento das ligações nas faturas, pensei eu, que as pessoas teriam consciência para usar o telefone de forma equilibrada e necessária. Ledo engano o meu.
Há um tempo atrás, com o monopólio, os preços eram absurdos e ter um telefone era um verdadeiro luxo. Com o surgimento das empresas concorrentes na área de telefonia móvel e fixa, as pessoas começaram a usar o telefone de forma incontrolável.
Na área de telefonia fixa, CTBC, Telefonica, Brasil Telecom, Embratel e Oi (antiga Telemar) exceto as menores, passaram a disputar seus clientes de forma acirrada (leva-se em consideração que a Embratel atua na maioria dos Estados da Federação na telefonia fixa) e na área móvel com a Claro, TIM, Vivo, Oi, CTBC e Brasil Telecom e outras menores disputando não só entre si como também com as empresas de telefonia fixa.
Com isso, o ato de falar ao telefone se transformou em algo trivial ante a necessidade real de uso do mesmo. Ganham as empresas com receitas cada vez maiores por conta dos carentes que ligam para as centrais de atendimento em busca de uma "voz amiga". Peloamordedeus! Não me lembro de um dia sequer que tenha ficado em casa no ócio, ao ponto de ligar para alguém por carência. Em momentos de carência, um bom vídeo, livro ou um passatempo são os melhores remédios.
¿Beijos!

sábado, 17 de outubro de 2009

#154 - Futebol - O Ópio de um Povo sem Cultura.

Fico deslumbrado como um esporte pode atrair tanta gente fanática, como o futebol. Sou apaixonado por carros, adoro corridas automobilísticas mas nem de longe perco a voz por torcer pelos nossos brasileiros como o Massa, Piquet ou Barrichello (Hahahahaha, mas torcer para ele agora é piada). Gosto, torço e em algumas vezes até me exalto, porém nunca chego ao ponto de, no dia seguinte ao campeonato, dizer: "eu estou em primeiro lugar e você não"; "vou para o Japão"; "você foi vice no campeonato passado"; "eu sou o campeão" etc. em altos brandos e exaltadíssimo.
O fanatismo à esse esporte ou qualquer outra coisa é fruto de pouca ou nenhuma cultura de um povo ignorante. Gastam fortuna, todos os anos, de forma direta e/ou indireta, por conta do futebol, sabem nome de todos os componentes dos times torcedores e adversários e até mesmo nome dos estádios, árbitros e times internacionais.
Quando falo na "fortuna" gasta anualmente, levo em consideração o quanto cada pessoa gasta numa partida de futebol, direta ou indiretamente, que economizado, dá para fazer um bom investimento. Além do mais, há também o fato de que algumas torcidas não sabem comportar-se frente às demais pessoas, como é o caso do time do Flamengo, que em todas as vezes que sai vitorioso, tem seus torcedores quebrando tudo que vêem pela frente , gritando palavras de baixo calão além de agredirem verbalmente e fisicamente outras pessoas.
Aí, eu corro quando me respondem negativamente à pergunta "você gosta de ler?".
¿Beijos!

sábado, 10 de outubro de 2009

#153 - Marcas que não morrem jamais...

Há um tempinho atrás, recebi de um amigo uma gravação do último dia da Rádio Cidade, do Rio de Janeiro, pertencente ao grupo do Jornal do Brasil.
Fundado em 1891 por Rodolfo Epifânio de Sousa Dantas, de nivel elevado, contava com a colaboração de José Veríssimo, Joaquim Nabuco, Aristides Spínola, Ulisses Viana, José Maria da Silva Paranhos Júnior e outros. O periódico inovou por sua estrutura empresarial, parque gráfico, pela distribuição em carroças e a participação de correspondentes estrangeiros, como Eça de Queirós. O seu primeiro número veio a público em abril.
De excelente qualidade informativa e entre altos e baixos, o jornal se manteve e é tradicionalmente voltado para as classes média e alta que se concentram na Zona Sul do Rio de Janeiro, uma elite diminuta mas com altíssimo poder de formação de opinião, a nível nacional.
Como um meio de comunicação, não ficou somente no jornal e lançou-se também na rádio, com as: Rádio JB AM, Rádio JB FM (1935), Rádio Cidade e FM 105. A JB AM do Rio de Janeiro, lançada em meados da década de 80, apresentou-se com uma programação dedicada à música adulta sofisticada e ao jornalismo, chegando a ter um programa de jazz apresentado pelo humorista (e conhecedor de música) Jô Soares, chegou a ter qualidade de estéreo, com sonoridade dolby e grande potência.
Em 1º de maio de 1977 é a vez do surgimento da Rádio Cidade (na freqüência FM) e trouxe um novo gás aos ouvintes do Rio de Janeiro, com programação e música de qualidade, para os amantes do rock. Sua programação de qualidade e bom humor durou até 06 de Março de 2006, quando a Rádio Cidade deu lugar a Oi FM. Assim também foi com o Jornal do Brasil que, apesar de ter chegado a um patamar de quase falência, depois de grandes alterações, em 2006 alterou o formato para o estilo "europeu" afim de adaptar-se a nova realidade e redução de custo. Ainda que, com caixa baixo, mantêm-se "vivo" até hoje com o novo formato e a Rádio Cidade que deu-se para alguns como "morta", está bem viva e disposta a volta ao mundo real através da Cidade Web Rock.
Como dizem na administração, o Share of Mind faz o diferencial de qualquer empresa.
¿Abraços!