segunda-feira, 24 de novembro de 2008

#122 - Estudar ou pegar pesado: eis a questão.

De forma alguma, pretendo aqui incentivar aos leitores que façam como nosso presidente e menos ainda menosprezar quem pega no pesado para ganhar a vida. Venho percebendo, ao longo dos anos, que o mercado de trabalho não tem pago tão bem aos seus funcionários, quanto a exigência de escolaridade e cursos que os mesmos devem fazer. Aliás, as empresas estão exigindo maior escolaridade (o que não significa mais cultura) e não estão pagando melhor por isso. No entanto, vejo caso de pessoas que trabalham em setores de apoio como: porteiros, pedreiros, assessoristas, motoristas entre outros (sem querer, de forma alguma, desmerecer os trabalhadores dessas classes), que ganham um salário bem acima da média sem que tivessem investido tanto em suas educações.
Esse texto não se trata de uma lamentação ou coisa do gênero mas sim de um "alerta" quanto as distorções que existem em nosso país. É óbvio também que (atualmente e na conjuntura que o mercado brasileiro se encontra), não há vagas para todos que se formam.
Também é óbvio que os melhores devem destacar-se, mas não estou aqui comentando sobre níveis hierárquicos e sim da ausência de um planejamento estratégico para absorver todas as mentes pensantes de nossa nação e elevar ao país para um patamar comparável a países como Japão ou similares, deixando então de lado, o título de "subdesenvolvido" ou "em desenvolvimento".
¿Abraços!

4 comentários:

Pri disse...

Oi, C... que saudade!
Vc tem toda razão, ainda mais se a gente tb for considerar que no Brasil quem é rico estuda em Universidade Pública e os pobres ralam prá pagar faculdade particular...
Tá dificil a coisa aqui...
Bjs, tudo de bom!

Raquel El-Bachá disse...

A coisa está cada vez mais difícil. Acho que dá para conciliar as duas coisas tendo disciplina.
Acho que o problema quanto aos salários é o inchaço no mercado de trabalho. As pessoas fazem faculdade achando que só isso lhes garante um emprego bom e um bom salário. Não é bem assim. É muita gente saindo dessas faculdades e procurando emprego. Por isso as empresas e escritórios pagam hoje um salário de miséria aos seus empregados, por mais que eles sejam qualificados.
Sou advogada e o mercado a cada ano que passa está cada vez mais cheio de advogados. O escritório em que eu trabalho sabe que eu sou boa no que faço e tenho um boa formação, mas nem sonha em aumentar minha remuneração fixa que é só um pouco maior do que a da secretária. Minha colega que foi reclamar do que recebia ouviu que tava assim de gente querendo o lugar dela. Pode? Pior que todo lugar é assim.
Esse é o motivo pelo qual eu estudo para concurso
Beijos.

André Kaworu disse...

Olá...bom concordo com vc.... aumentar as chances de crescimento de todos aumenta achance decrescimento do país, se o Brasil está tão valorizado la fora como dizem, pq naum investir numa estruturação do mercado de trabalho, não digo que pessoas que são ruins devem entrar nele, e sim que tem muita gente boa fora de sua aréa de atuação. abraços e boa semana

Anônimo disse...

Acho esta uma questão relativa sabe porque? Porque pensamos exclusivamente no dinheiro em si, no material, ocultando o pensamento, a individualidade, o conhecimento, a criatividade. A remuneração agressiva a que tantos se referem parte advém, é claro, da maior capacitação do funcionário. Óbvio, existem pessoas com menor índice de escolaridade ganhando horrores de dinheiro (vide exemplo de ascensoristas da UFRJ, só pegar um olerite deles). Contudo, a escolaridade maior justifica conhecimento intelectual (não aplicado a todos os casos), e a partir daí, a remuneração que você recebe estará atrelada diretamente a sua capacidade de criar, de originar e de mostrar seu valor. Iguais a você existem trocentos que pensam dessa forma; façamos uma autocrítica: o que eu fiz no meu local de trabalho para melhorar o ambiente? Minha idéia tinha fundamento baseado em que: melhorar a estrutura como um todo ou somente para o bel-prazer?
Posso te garantir que no mercado atual existem empresas que remuneram seus funcionários muito mais do que deveriam para mantê-los porque sabem do valor que possuem. Mas também não podemos generalizar; não necessariamente quem pensa se tornará rico ou terá dinheiro suficiente, mas sim o que ele fará com o conhecimento adquirido. Caso contrário, escritores, sociólogos, filósofos estariam nadando em dinheiro.
Será que já paramos para pensar nas atividades que fazemos? Será que ela é fundamental para a empresa? Aqui vai a primeira dica para começar a pensar: não trabalhe só por trabalhar para receber uma remuneração no final do mês; trabalhe por prazer, com gosto, faça não somente o seu trabalho, mas o que o seu cargo espera de você.