quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

#127 - Nosso bendito chope de cada dia...

Dizem que o chope foi produzido (e bebido, claro) pela primeira vez na Mesopotâmia, atual Iraque, há mais de 6000 anos atrás. Eventualmente alguém deixou algum fardo de cevada estragar (fermentar imersos em água) e o aproveitou assim mesmo como algum tipo de teste. O que se sabe, com certeza, é que a humanidade aprendeu a fazer cerveja tão logo descobriu uma forma de armazená-la e antes mesmo de dominar a arte de fazer o pão.
A palavra chope vem do alemão "schopp", que é uma medida de volume equivalente a 300ml.
A temperatura ideal para se beber o chope é entre 6º e 8º C. Para tal, é necessário que ele saia da máquina com temperatura entre 0° e 2º C e chegue à mesa entre 3º e 4º C. O bom chope deve ter mais ou menos 3cm (ou dois dedos) de colarinho, pois o mesmo funciona como uma barreira que protege do contato com o oxigênio, que faz o chope amargar (oxidar). A espuma, que consiste quase que na totalidade de gás carbônico, isola a superfície da bebida do ambiente e até ajuda um pouco (bem pouco) a preservar a temperatura do chope.
Quem conhece, sabe que há uma diferença entre o chope e a cerveja, no entanto algumas "verdades" devem ser conhecidas. A fabricação do chope e da cerveja levam os mesmos ingredientes, que são: água tratada, malte (que é feito da cevada), cereais cervejeiros (como o milho e o arroz), carboidratos e lúpulo (uma planta parecida com a cevada). A diferença entre chope e cerveja é que a cerveja recebe mais uma pasteurização. A cerveja é engarrafada quente e posteriormente a temperatura é abaixada rapidamente, resultando assim numa vida útil maior.
O chope, ao contrário do que dizem, não é mais leve que a cerveja. Essa impressão se dá por ser mais fresco, mas a fórmula é a mesma.
A graduação do chope varia entre 4,5 GL e 5 GL. O vinho tem 8 GL, o licor 22GL e destilados, como a vodca e o uísque, 42 GL. O absinto (ilegal no Brasil) chega a 61 GL.
O GL é a abreviatura de Gay-Lussac (nome dado em homenagem ao cientista Joseph Louis Gay-Lussac (1778-1850), famoso por seus estudos dos gases.
No Rio de Janeiro, existem cerca de 10 marcas de chope diferente, sendo que a mais famosa é a Brahma, existente desde 1888 como Manufatura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia e era produzida e vendida em barris. Só 46 anos depois, passou a ser engarrafada e a utilizar a assinatura Brahma Chopp, para levar consigo a fama que o chope já havia conquistado.
Hoje, além do sucesso nos bares e restaurantes e em todo o mundo, desde 2003, com a inauguração de um projeto piloto no shopping Tijuca, no Rio de Janeiro, a AMBEV (associação criada em 1º de julho de 1999, entre as cervejarias Brahma e Antarctica) lançou o Quiosque da Brahma, aonde é possível beber um chope de qualidade nos principais pontos do Rio de Janeiro e em breve por todo o Brasil. Em 28/02/2008, é inaugurado o 100º Quiosque da Brahma, no Shopping Catuaí, em Londrina/ PR.
E o nosso bom chope de cada, nos dai hoje.
¿Saúde!
Fonte: Boteco do Chopp e AMBEV.

4 comentários:

ALV disse...

que saudade dos chopps que tomei no Rio...

Fabi disse...

Não sou apreciadora, mas aprecio quem aprecia... ixi, será que compliquei? rs
Beijos!

Raquel El-Bachá disse...

Tomei alguns em São Paulo da primeira vez que fui em São Paulo para fazer prova. Gosto mais do escuro.
Beijos.

Ŧяєdy Gomєs disse...

- chopp escuro é tendência. acho válido!